quinta-feira, 24 de março de 2011

Exús(Classificação e falanges)



Classificação dos Exus
Classificação Moral (Bem ou Mal):
Exú Pagão ou Exú Batizado?

Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.
O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.
o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Umbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.
Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de "Guias".
Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”.

Classificação Pelos Pontos de Vibração dos Exus 

Exus do Cemitério:
São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente. Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos.

Exus da Encruzilhada:
São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.

Exus da Estrada:
São os mais "brincalhões". Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas "brincadeiras" devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo. 

Organização E Hierarquia Dos Exus:
Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.
Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada "de cima para baixo" :

Terceiro Ciclo
Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas.

· Sétimo Grau - Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião.

· Sexto Grau - Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange.

· Quinto Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

Segundo Ciclo
Contém o Quarto Grau.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações.


· Quarto Grau - Estão os Exus Chefes de Agrupamento. ~
São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

Primeiro Ciclo
Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus
.

Temos dois tipos de Exus neste ciclo :
o Exus Espadados - São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.
o Exus Pagãos (Kiumbas) - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como "rabos-de-encruza". Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso.
São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.
O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

· Terceiro Grau - Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna.
· Segundo Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.
· Primeiro Grau - Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.
Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.
Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.
7º Grau






7 - Chefes de Legião
Exus Coroados
6º Grau





49 - Chefes de Falange

5º Grau




343 - Chefes de Sub-Falange
Exus Cruzados ou Batizados
4º Grau



2401 - Chefes de Grupamento
3º Grau


16807 - Chefes de Coluna
Exus Espadados e Pagãos
2º Grau

117649 - Chefes de Sub-Coluna

1º Grau
? - Integrantes de Coluna

Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam.
Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado. 
Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismos sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico. 

Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.
 A divisão está sempre formada "de cima para baixo" :

Camadas Concêntricas Superiores

Sétima, Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas
Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores. 

Quarta Camada - Zona de Transição
 Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores. 

Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas
A maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações.

 Superfície
Espíritos encarnados
 Camadas Concêntricas Inferiores

Sétima Camada - Zona Sub-Crostal Superior
Espíritos sofredores de um modo geral que serão em seguida socorridos e encaminhados a planos mais elevados para adaptação e aprendizado, antes de reencarnarem. 

Sexta, Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras, Zona Purgatoriais ou de Regeneração
Espíritos sofredores purgando parte de seus karmas, e que serão encaminhados o mais rápido possível à reencarnação para novas provas e expiações. 

Quarta Camada - Zona de Transição
Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados.
Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas ou Zona Sub-Crostal Inferior
Estes espíritos estão em estágio de insubmissos, renitentes e rebelados às Leis Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior. 

A atuação dos Exus, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles "descem" para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais "ambientados" com as baixas e perniciosas vibrações. Não que os Exus não possam "descer" até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas.
A maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem “baixar” mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados “descer” tanto.

Correspondência entre os Exus e as diferentes irradiações dos Orixás 
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxalá: 

Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxalá:
Exú Sete Encruzilhadas
Comando negativo da linha
Exú Sete Chaves
intermediário para Ogum
Exú Sete Capas
intermediário para Oxossi
Exú Sete Poeiras
intermediário para Xangô
Exú Sete Cruzes
intermediário para Yorimá
Exú Sete Ventanias
intermediário para Yori
Exú Sete Pembas
intermediário para Yemanjá


 Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yemanjá:
Pombo Gira Rainha
Comando negativo da linha
Exú Sete Nanguê
intermediário para Ogum
Maria Mulambo
intermediário para Oxossi
Exú Sete Carangola
intermediário para Xangô
Exú Maria Padilha
intermediário para Yorimá
Exú Má-canjira
intermediário para Yori
Exú Maré
intermediário para Oxalá

Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ibeiji:
Exú Tiriri
Comando negativo da linha
Exú Toquimho
intermediário para Ogum
Exú Mirim
intermediário para Oxossi
Exú Lalu
intermediário para Xangô
Exú Ganga
intermediário para Yorimá
Exú Veludinho
intermediário para Oxalá
Exú Manguinho
intermediário para Yemanjá

Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Xangô:
Exú Gira Mundo
Comando negativo da linha
Exú Meia-Noite
intermediário para Ogum
Exú Mangueira
intermediário para Oxossi
Exú Pedreira
intermediário para Oxalá
Exú Ventania
intermediário para Yorimá
Exú Corcunda
intermediário para Yori
Exú Calunga
intermediário para Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ogum:
Exú Tranca-Ruas
Comando negativo da linha
Exú Tira-teimas
intermediário para Oxalá
Exú Veludo
intermediário para Oxossi
Exú Tranca-gira
intermediário para Xangô
Exú Porteira
intermediário para Yorimá
Exú Limpa-trilhos
intermediário para Yori
Exú Arranca-toco
intermediário para Yemanjá


Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxossi:
Exú Marabô
Comando negativo da linha
Exú Pemba
intermediário para Ogum
Exú da Campina
intermediário para Oxalá
Exú Capa Preta
intermediário para Xangô
Exú das Matas
intermediário para Yorimá
Exú Lonan
intermediário para Yori
Exú Bauru
intermediário para Yemanjá

Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yorimá: 
Exú Caveira
Comando negativo da linha
Exú do Lodo
intermediário para Ogum
Exú Brasa
intermediário para Oxossi
Exú Come-fogo
intermediário para Xangô
Exú Pinga-fogo
intermediário para Oxalá
Exú Bára
intermediário para Yori
Exú Alebá
intermediário para Yemanjá

terça-feira, 22 de março de 2011

Orixás e Falanges


DEFINIÇÃO DE ORIXÁ

Ori = Coroa; Xá = Luz.
A palavra Orixá quer dizer “Coroa Iluminada”; “Espírito de Luz”. O princípio mais evoluído existente em nosso sistema, manifestado através das forças da natureza.


Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da corrente Nagô) ou Zamby (dentro da corrente Bantu e das correntes sincréticas).
Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, ARUANDA,  que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confundindo-se a força da natureza com o próprio Orixá):

Exu: o mensageiro, o ponto de contato entre os Orixás e os seres humanos.
Oxalá: o senhor da força, o senhor do poder da vida.
Oxum: as águas doces.
Iemanjá: a rainha dos peixes das águas salgadas.
Iansã: os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos.
Xangô: a força do trovão e o fogo provocado pelos relâmpagos quando chegam a Terra.

Ogum : senhor dos caminhos; os desbravador dos caminhos; senhor do ferro.
Oxossí: o Orixá Odé, o Orixá caçador, senhor da fartura a mesa, senhor da caça.
Ossãe: o Orixá das folhas ,o dono, preservador, das matas e florestas, das folhas medicinais, das ervas de culto.
Obá: a guerreiro, a força da liberdade.
Nanã: senhora do lodo, das águas lodosas da junção entre o rio e o mar, fonte de vida, e também senhora da morte.
Obaluayê: "O dono da Terra, o Senhor da Terra"; o Orixá das doenças, senhor dos mortos  é aquele que tira a doença, mas também aquele que dá a doença.
Oxumaré: é o Orixá do arco-íris, um dos pontos de ligação entre o Aye (a Terra) e o Orun (o Céu); também representa a fartura, o bem estar.


A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais, são seus protegidos e uma parte das emanações do próprio Orixá, presentes no Orí ou Camatuê (Cabeça) desses filhos.
Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados (não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum ...).  O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja, Espíritos (não reencarnacionais) de grande força espiritual (de grande Luz, como alguns gostam de falar) que trabalham sob as Ordens de um determinado Orixá.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração original dos Orixás. Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá.



Caboclo Tupinambá: os caboclos desta linha são chefiados pelo Cacique Tupinambá, este foi o patrono e o primeiro índio a usar esta roupagem fluídica na Umbanda, por isso é o Rei dos Caboclos ou Rei da Mata.
Caboclo Sete-Encruzilhadas:

este caboclo foi o que primeiro se apresentou como caboclo, mas há relatos que antes de sua aparição alguns médiuns já trabalhavam com índios, a explicaçlão de seu nome foi dada por ele mesmo em terra, é Caboclo Sete-Encruzilhada pois não há caminho fechado pra mim.
Caboclo Sete-Flechas:

Esta falange conhecida é o comandante de todos os Caboclos puros de Oxossí, diz a miutologia que o caboclo que deu nome a falnge é filho do Cacique Tupinambá.
Cabocla Jurema: 

Não deve fazer confusão com o culto a Jurema que é um culto indigena, A Cabocla Jurema é uma grande chefe de falange, tão grande que já há sub-falanges: Jurema Preta, Jurema da bahia, Jurema da Cachoeira entre outras, diz a mitologia que é a mãe de Sete-Flechas, a vibração originária da Cabocla Jurema é de Iansã.

Após esta explicação falaremos de outro caboclos:


Caboclo Rompe-Mato:
 Este é o caboclo comandante de todos caboclos ligados a Ogum, sua triáde é com os caboclos Cobra Coral e Pena Branca.
Caboclo Tupã:
 

Este é o comandante dos Caboclos de Oxalá, as entidades desta linha tem a autorização de trabalhar em qualquer linha ou trabalho.
Caboclo Sete-Pedreiras:
 Este é o Comandante dos Caboclos de Xangô, faz triáde com os caboclos, Sete-Flechas e Sete Espadas.
Caboclo Arranca Toco:
  

É o comandante dos caboclos de Obaluaye, díficílimos de ver em terra esses caboclos são grandes feiticeiros.
Caboclo Turimã:
 

Comandante dos caboclos e caboclas do Mar, junto com a Cabocla Janaína.
Cabocla Assussena
: 

Esta comandan a linha de caboclos mais dificil de vir em terra as caboclas de Nanã.
Cabocla Iara:

Esta Cabocla comanda os caboclos e caboclas das cachoeiras junto com o Caboclo Sete-Cachoeiras.


Há também os Caboclos Cruzados:
Caboclo Cobra Coral:
Este caboclo é a ponte entre Oxossí e Xangô, alguns afirmam trabalhar para Oxumaré.Caboclo Pena Branca: Este é a ponte entre Oxossí e Oxalá.

Caboclo Araribóia: Este é a ponte de Oxossí pra Ogum.
Caboclo Araúna: faz a ligação entre Oxossí e Obaluaye.
Caboclo Ventania: faz a ligação de Oxossí pra Iemanjá
Caboclo Tupãzinho:  faz a ponte entre Oxossí e Cosme e Damião.


Existe também alguns caboclos que chamamos de encantados, estes são muito difícil de vir em terra pois já acabaram sua missão na terra:
Caboclo Urubatão, Caboclo Zangão das Matas, Caboclo Sultão das Matas, Caboclo Lírio, Caboclo Junco Verde, Caboclo Treme Terra, Caboclo Pedra Preta, Caboclo Tapindaré, Caboclo Tibiriça, Tupaíba, entre outros.

Alguns Caboclos de Oxalá: Aymoré, Girassol, Caboclo do Sol, Caboclo Lua, Folha branca, Umuarama, Caboclo Astro-Rei, Caboclo Amanhecer.


Alguns Caboclos de Oxossí: Pena Verde, Sete-Folhas, Arruda, Folha Verde, Flecha lijeira, Juremeiro, Flecheiro, Caboclo do Vento.


Alguns Caboclos de Ogum: Rompe Nuvem, Quebra Demanda, Ubirtan. Ubirajara, Rompe Aço, Vigia da Mata, Rompe-Estrela.

Alguns Caboclos de Xangô: Sete Montanhas, Serra Negra, Pena Dourada, Pele Dourada, Caboclo Machadinha, Quebra Pedra, Pedra Branca.

Alguns Caboclos de Obaluaye: Caboclo Pena Preta, Cobra Negra, Terra Roxa, Pena Roxa, Caboclo Sete-Cruzes, Caboclo Pajé, Caboclo Urutinga.

Alguns Caboclos e Caboclas de Iemanjá: Caboclo Aruanã, Ventania, Cabolca Estrela Dalva, Cabolo do Mar, Caboclo das Ondas, Pena Azul, Cabolca Estrela Branca.

Alguns Caboclos e Caboclas de Oxum: Caboclo Três Cachoeiras, Caboclo Cascata, Cabocla Juremeira, Cabocla Lua Nova, Cabocla  Água Doce.

Alguns Caboclos e Caboclas de Iansã: Caboclo do Fogo, Caboclo Raio, Cabocla do Vento, Cabocla Ventarola.

Alguns Caboclos e Caboclas de Nanã: Caboclo do Mangue, Caboclo da Lagoa, Caboclo Água Preta.




domingo, 20 de março de 2011

Baianos



BAIANOS

Os Baianos são a alegria da Umbanda, não há quem não goste desta gira e desta linha pois são as entidades que mais se assemlham conosco encarnados, pois são espíritos que sofreram as amargurás da fome, e do calor do sertão.

Nesta linha baixam espíritos que na maioria tiverão suas espiações no nordeste de nosso país, mas porque uma linha só para espíritos que encarnaram no nordeste?
Não é este o trabalho desta linha, a linha dos baianos é uma linha que serve como auxiliares dos Exus e Pomba-Giras, por tato não precisa necessariamente de ser nordestino para ser desta linha, mas a maioria é.
Os espíritos desta linha são brincalhões, divertidos, mas perigosos pois como eles mesmos dizem, o veneno do baiano não mata, mas pode deixar sofrendo, pois são os cumpridores da lei de Exu.
Um dos espíritos em conhecidos desta linha é Lampião que hoje tem sua própria falanje dentro desta linha.

Nomes conhecidos desta linha: Lampião, Zé Corisco, Zé Faísca, Zé Bento, Zé da Ronda, Zé Ferino, Severino, Zé Baiano, Zé do Coco, Zé Coquinho, Maria Bonita, Maria da Conceição, Maria das Graças, Severina do Coco entre outros.


A linha dos baianos abranje também a chamada linha do "povo da rua" são espíritos que tem omesmo trabalho dos baianos, muitos terreiros colocam essas entidades na mesma gira, outros preferem diferencia-las, não há nenhuma diferença latente a não ser que esses espíritos na maioria tiveram sua última encarnação como boêmios nos estados aqui do sudeste e são apadrinhados pelo seu Zé Pelintra.
Nomes conhecidos nesta linha: Zé Pelintra, Zé Navalha, Zé pinguinha, Maria Navalha, Maria da Rosa.